O tribunal de São Novo, a principal instância criminal do Porto, adiou todas as diligências que tinha marcadas para o início da manhã desta quarta-feira devido à greve dos funcionários judiciais, entre as 09:00 e as 11:00.

Foi o segundo dia consecutivo de perturbação do serviço naquela instância, depois da paragem total na terça-feira, por greve dos juízes.

Hoje, no tribunal de São João Novo, a adesão à greve dos funcionários judiciais foi de 100%, disse à Lusa fonte daquela instância.

Naquele tribunal trabalham quatro dezenas de funcionários judiciais.

Entre os atos judiciais adiados contou-se a leitura do acórdão no caso de um perito informático acusado de burlar a ex-diretora financeira com quem manteve uma relação que a mulher pensaria ser amorosa, mas que ele resumiu a uma parceria de negócios.

No âmbito das greves parciais que decorrem pelo país, os oficiais de justiça exigem a revisão do estatuto, melhores condições de trabalho e abertura de concursos para a admissão de mais funcionários.