Aprovada por unanimidade em comissão parlamentar, quatro anos após ter sido lançada, a petição que defende o regresso da Força Aérea Portuguesa ao combate aos incêndios nas florestas portuguesas vai mesmo ser apreciada no plenário da Assembleia da República.

Foi remetida aos grupos parlamentares para eventual apresentação legislativa e apreciação em plenário”, revelou o presidente da Comissão de Agricultura e Mar, Joaquim Barreto, à Agência Lusa.

A petição relacionada com os meios aéreos militares e o combate aos fogos florestais recolheu mais de 32 mil assinaturas, depois de ter sido criada, há quatro anos, pelo cidadão Jorge Pereira.

No texto pede-se a reatribuição à Força Aérea, das competências e dos meios, para o combate aos incêndios florestais, conforme acontecia nos anos 90.

Não é nada do outro mundo, pois as Forças Aéreas de Espanha, Grécia, Croácia e até mesmo de Marrocos estão envolvidas diretamente no combate aos incêndios há décadas também com os famosos Canadair/Bombardier CL-215, CL-215T e CL-415 que os Governos Portugueses desde 1974 nunca ousaram comprar para a nossa FAP”, pode ler-se no texto da petição.

Força Aérea lembrada no verão

Na brutal época de incêndios que assolou Portugal no verão passado, a questão da ausência dos pilotos da Força Aérea Portuguesa no combate aos fogos aqueceu o debate, depois da TVI ter dado conta de um relatório que aconselhava tal intervenção e tinha ficado esquecido pelo Governo.

Posteriormente, o ministro da Defesa saiu a terreiro a defender o envolvimento da Força Aérea no combate aos incêndios, algo com que o próprio primeiro-ministro também concordou.

Pelo meio do debate, soube-se que a Força Aérea Portuguesa revelou não possuir atualmente meios para corresponder no combate aos incêndios, especialmente durante as épocas mais críticas.

Redação / PD