O arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, anunciou, esta quinta-feira, que naquela arquidiocese “não é permitida” a realização do compasso ou visita pascal, assim como qualquer “saída simbólica da cruz” durante a Páscoa.

Em nota pastoral após a reabertura das igrejas e com orientações muito concretas para a Páscoa em época de pandemia, Jorge Ortiga sublinha que “nada poderá ser realizado se oferecer a mínima possibilidade de contágio”.

Teremos de estar permanentemente atentos às orientações da Direção-Geral de Saúde para discernir convenientemente, não deixando de realizar tudo o que é possível e evitando o que possa facilitar o desenvolvimento da pandemia. As determinações são conhecidas mas devem continuar a ser escrupulosamente observadas sem aventureirismos ou interpretações subjetivas”, refere.

Na nota, e em relação à Semana Santa, o arcebispo de Braga determina ainda que a missa vespertina da “ceia do Senhor” omita o lava-pés.

Por outro lado, no ato de Adoração da Cruz, na sexta-feira santa, o beijo da cruz será limitado apenas ao presidente da celebração.

“Há diversas modalidades de adoração da Cruz sem necessidade de beijar”, refere Jorge Ortiga.

Na nota, o arcebispo sublinha ainda a necessidade de “ir prevendo” o verão com casamentos e batizados, “talvez com menos concentrações e sinais exteriores”.

Acrescenta que as festas, “com toda a probabilidade” não poderão ter grandes manifestações exteriores, nomeadamente procissões, mas incita a que as mesmas não sejam canceladas.

“Há modos de as fazer. É chegada a hora de voltar aos tríduos ou novenas, estruturados de uma maneira diferente e adaptada à diversidade de grupos da paróquia. Precisamos de regressar ao essencial e podem ser feitas experiências maravilhosas”, escreve.

Diz ainda que, nos funerais, ninguém deve ser privado de eucaristia e de acompanhamento aos cemitérios, e que também os velórios são momento de sufrágio e de proximidade com os familiares.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.682.032 mortos no mundo, resultantes de mais de 121,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.743 pessoas dos 816.055 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

/ NM