A 16 de dezembro de 2020, a vida de Martin, de 12 anos, mudou de forma trágica na sequência de um acidente numa passagem de nível, em Caminha, Viana do Castelo.

Aquela quarta-feira ficou marcada na vida daquela família para sempre, quando um comboio abalroou o carro onde o menino seguia no banco traseiro, na Linha do Minho.

Antes do acidente, o menino praticava surf, jogava futebol e tocava vários instrumentos musicais mas, a gravidade do impacto teve consequências que viriam a mudar para sempre a vida de Martin: o menino não consegue andar, deixou de falar e utiliza uma máquina de apoio respiratório.

Quase um ano depois, os pais da criança, Amaya Guterres e Paulo Fonseca, ainda lutam para que a seguradora “assuma as responsabilidades”, uma vez que o menino se encontra muito debilitado e com necessidades especiais.

Negaram-se a pagar uma cadeira de banho. Tivemos de a pagar”, disse à TVI24 a mãe da criança, Amaya Guterres. “A pessoa que mais precisa, é a mais lesada de todos”, disse o pai do menino.

 

Sensibilizados com a situação de Martin, vários grupos de amigos têm promovido eventos solidários de apoio ao jovem, entre os quais se destaca a página de Facebook: "Martin o Guerreiro", com o objetivo de ajudar a família, enquanto esta enfrenta simultaneamente uma batalha com a seguradora para que esta "assuma responsabilidades".

Em dezembro, vai decorrer uma corrida solidária e os fundos irão reverter para os tratamentos. As informações estão disponíveis na página de Facebook.

 “Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que o Martin melhore o máximo que conseguirmos”, reforçou a mãe da criança.