O novo título de transporte gratuito para menores de 13 anos (Sub13) da Área Metropolitana do Porto (AMP) vai deixar de estar limitado a três zonas do tarifário Andante a partir de 1 de janeiro, foi divulgado esta quarta-feira.

Em declarações à Lusa, o presidente do TIP - Transportes Intermodais do Porto, Tiago Braga, explicou que o título, com um “universo potencial de 170 mil crianças”, vai em janeiro “deixar de estar limitado a três zonas concêntricas”, permitindo a menores de 13 anos circular gratuitamente em todos os operadores com tarifário Andante e em toda a AMP, por exemplo entre Arouca, distrito de Aveiro, e a Póvoa de Varzim, na fronteira com o distrito de Braga.

O título foi pensado inicialmente como complemento do passe escolar – daí ter surgido limitado a três zonas. Mas, em articulação com a AMP, acabámos por decidir dar um passo em frente, porque é isso que temos de fazer se o nosso objetivo final é alterar comportamentos e dinamizar o hábito da mobilidade em transporte coletivo”, descreveu Tiago Braga.

Em comunicado, a TIP refere que, “a partir do dia 1 de janeiro de 2020, todos os utilizadores do título de transporte Sub13, disponibilizado gratuitamente no Sistema Intermodal de Bilhética Andante, podem viajar livremente em toda a AMP”.

Com este alargamento, o Sub13 “não apenas continua a ser gratuito como permitirá uma mobilidade muito reforçada”, assinala o TIP.

“Se o nosso objetivo final é alterar comportamentos e introduzir o transporte público como meio de transporte primordial, devemos dar um passo em frente e aumentar a amplitude de movimentos”, justificou Tiago Braga.

Nem que seja ao fim de semana, esperamos que este título seja um indutor do nosso cliente futuro”, acrescentou.

Até janeiro, o passe Sub13, criado no âmbito do PART – Programa de Apoio à Redução Tarifária, vai continuar em vigor de forma gratuita com o limite de três zonas.

A partir de 15 de outubro, será possível adquirir este passe Sub13 nas lojas Andante.

De acordo com Tiago Braga, devido à grande afluência que, nesta altura de início de ano escolar, se costuma verificar naqueles postos de venda, foi decidido, em relação ao Sub13, “usar a articulação existente entre as câmaras e as escolas” para serem as autarquias a disponibilizar e recolher os formulários dos aderentes ao título.

A intenção foi tornar o processo mais fácil e expedito”, justificou Tiago Braga.

Respondendo a críticas que têm surgido sobre desigualdade no tratamento de alunos, uma vez que alguns não estão a ter acesso ao passe – segundo denunciou hoje a CDU -, o responsável do TIP garantiu que “todos os alunos são abrangidos”.

Com o fim do limite de zonas no Sub13, passa a ser possível utilizar gratuitamente “toda a rede do Metro do Porto, da STCP [Sociedade de Transportes Coletivos do Porto], dos comboios da CP Porto e das linhas de autocarros dos operadores privados aderentes ao Andante”, diz o TIP.

Esta medida, articulada diretamente entre a AMP e o TIP (agrupamento de empresas constituído pela Metro do Porto, pela STCP e pela CP, gestor do Sistema Intermodal de Bilhética Andante), decorre de uma primeira avaliação feita às opções de mobilidade tomadas pelas crianças e jovens já aderentes ao Sub13”, adianta ainda o TIP.

A promoção de comportamentos sustentáveis e ambientalmente responsáveis nas faixas etárias mais jovens decorre igualmente das diversas solicitações recebidas dos clientes no sentido do alargamento da abrangência geográfica do SUB13, cujo conceito original está enquadrado na prestação do serviço de transporte escolar”, acrescenta.