O reitor João Gabriel Silva disse que o reconhecimento da Universidade de Coimbra como Património da Humanidade vai implicar «muito trabalho», realçando a importância de «juntar vontades» em torno das ideias a realizar.

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A partir de agora, importa «transformar este reconhecimento em resultados», defendeu João Gabriel Silva, em declarações aos jornalistas, na praça do Comércio, onde está a decorrer, desde as 16:00, uma festa popular comemorativa da classificação, pela UNESCO, do conjunto patrimonial que inclui a UC, a Alta e uma parte da Baixa.

Esta distinção, anunciada pelo Comité do Património da UNESCO no sábado, vai aumentar «a atração turística da região, do país e da própria Universidade», bem como a vinda de estudantes e professores de outros países para Coimbra, disse.

A decisão da UNESCO «há de resultar numa vida melhor para todos», acrescentou

«Mas tenho a consciência que há muito trabalho para fazer, mesmo sem dinheiro», pois, na sua opinião, «há muita coisa que se faz sem dinheiro», sendo sobretudo necessário mobilizar os cidadãos e as instituições da cidade.

A candidatura a Património da Mundial da Humanidade, em que a Universidade contou com a participação da Câmara Municipal e de outras entidades, «conseguiu juntar tantas vontades», afirmou o reitor.

Entidades «que se uniram para fazer a cidade avançar», sublinhou, por seu turno, o vereador Paulo Leitão, em representação do presidente da Câmara Municipal, João Paulo Barbosa de Melo.

Paulo Leitão foi um dos oradores que, depois das 18:00, intervieram na Baixa, nas celebrações em que participavam, a essa hora, pelo menos 2.000 pessoas, com a atuação de vários artistas e grupos.

Também o presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, em declarações aos jornalistas, disse esperar que a classificação da Universidade e do centro histórico de Coimbra pela UNESCO venha refletir-se «também na captação de turistas».

No palco da festa, usaram da palavra o atual reitor da UC, João Gabriel Silva, o seu antecessor, Seabra Santos, que impulsionou a preparação da candidatura à UNESCO, na última década, o presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, Manuel Porto, o vereador Paulo Leitão, a diretora regional da Cultura, Celeste Amaro, o presidente da Associação Académica, Ricardo Morgado, o presidente da Sociedade de Reabilitação Urbana, João Paulo Craveiro, e o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Pedro Saraiva.

«Está aqui provado que Coimbra junta a mãos, mobilizando-se a cidade em torno de um projeto», disse Pedro Saraiva. A CCDRC «quer ser parte integrante» deste processo para futuro, acentuou.
Redação / CP