O presidente executivo da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), Paulo de Azevedo, apresentou a demissão do cargo, disse, esta sexta-feira, à agência Lusa fonte da empresa.

Segundo a edição desta sexta-feria do jornal Público, que avançou a informação sobre a demissão, Paulo de Azevedo “já vinha a ponderar há algum tempo” a saída do cargo que ocupa na sociedade detentora dos transportes rodoviários urbanos do Grande Porto.

A “gota de água” que o fez consumar o pedido “terá sido a reação do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, à investida da transportadora pública, que admitiu pedir indemnizações à Área Metropolitana do Porto, enquanto autoridade de transportes, e às empresas privadas que há anos violam o direito de exclusividade da STCP no território do município do Porto”.

À entrada para reunião do Conselho Metropolitano do Porto, o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, disse esta sexta-feira à Lusa desconhecer o pedido de demissão de Paulo de Azevedo.

Paulo de Azevedo tentou, ainda segundo o jornal, que a Área Metropolitana impedisse, com os poderes de fiscalização e sancionatórios que detém, que a situação de concorrência ilegal se mantivesse em 2019.

Tal concorrência teria gerado à STCP um prejuízo mínimo de quase 500 mil euros, só em 2018.