Um português de 49 anos terá morto a mulher e o filho, em Payeren, na Suiça. De acordo com o jornal 20 Minutes, a polícia segue a pista de um caso de violência doméstica.

Os vizinhos falam em conflitos e crises frequentes dentro da habitação do casal e a não aceitação da separação está na origem do crime perpetrado, revelou a edição eletrónica da Gazeta Lusófona.

O emigrante português, de 49 anos, também não aceitou bem o facto de a mulher, de 42 anos, ter saído de casa com os filhos, um de 18 e outro de 13, para viver num apartamento junto à estação ferroviária de Payerne. A separação, no seio da família portuguesa, ocorreu há cerca de mês e meio.

Os dois corpos foram encontrados num corredor do prédio, perto do apartamento ocupado pela família.

O prédio, situado próximo da estação de comboios de Payerne foi evacuado pela polícia.

O suspeito dos homicídios fugiu e a polícia montou um forte dispositivo policial para tentar encontrá-lo. O homem acabou por render-se, depois de uma célula de negociação da polícia ter conseguido entrar em contacto com ele por telefone. Apresentou-se pelos próprios meios na esquadra de Payerne, cerca das 03:00 locais (menos uma hora e meia em Lisboa).

A TVI contactou o Secretário de Estado das Comunidades, que adiantou que não vai fazer comentários sobre o caso. 

De acordo com o jonral Neue Zürcher Zeitung, a chamada de emergência foi recebida pela polícia às 18:30 da quarta-feira. Isto depois de os moradores do prédio tinham ouvido vários tiros. No corredor, junto dos corpos, estavam vários cartuchos de munição. Terão sido disparados entre 20 a 30 tiros.

Ainda de acordo com o mesmo jornal, o alegado autor é o proprietário de armas de fogo e tem licença de porte de arma. 

De acordo com o jornal Gazeta Lusófona, a vítima é Anabela Cruz, de 42 anos, natural de Albergaria-a-Velha. O suspeito é Américo Reis, natural de Travanca da Feira. O casal estaria há mais de 20 anos na Suiça. Tinham um filho de 19 anos (que também terá sido vítima do pai) e outro de 13, que não estava em casa na altura dos acontecimentos. 

O casal vivia em Payerne há cerca de quatro anos. Há dois meses, Anabela terá saído de casa e foi viver para este apartamento onde aconteceu a tragédia, com os dois filhos. 

O suspeito era um desportista e costumava postar fotografias nas redes sociais com as armas que possuia. Fazia mesmo parte de um clube de tiro. O alegado homicida trabalhava para uma construtora em Payerne, onde ocupava uma posição de chefia.

De acordo com o Gazeta Lusófona, já haveria um processo em curso, embora aos jornais suiços a polícia não confirme que o homem tinha antecedentes de violência doméstica. 

Manuela Micael Rita Barão Mendes / Atualizada às 17:46