A Comissão de Proteção de Crianças de Jovens em risco de Arouca está "preocupada" com o alegado abuso sexual de criança por colegas na Secundária de Arouca e está a “acompanhar a situação”, disse hoje fonte daquele organismo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou no dia 09 de abril à agência Lusa a existência de um “inquérito” a um caso de alegado abuso sexual a uma criança na Escola Secundária de Arouca, no distrito de Aveiro.

Um dos elementos da Comissão de Proteção de Crianças de Jovens em risco de Arouca avançou à Lusa que aquela estrutura está “preocupada com a situação do alegado caso de violação numa escola do concelho e diz que estão a “acompanhar o evoluir do inquérito da PGR” para se for caso disso “tomar posições”.

Referiu que aquela Comissão vai reunir-se no próximo dia 15 de maio para reavaliar o caso que está a ser investigado.

Apesar de a PGR ter confirmado à Lusa a existência de um “inquérito” a um caso de alegado abuso sexual a uma criança na Escola Secundária de Arouca, a diretora do estabelecimento diz que o caso é “totalmente falso”.

Questionada pela Lusa, a diretora daquela instituição escolar, Adília Cruz, disse que tal suspeita é “totalmente falsa” e que se fosse verdade teria de ter chamado a GNR e mandado a criança para o hospital, factos que alega não terem sucedido no interior da escola.

Uma professora da escola, que pediu anonimato à Lusa por medo de retaliações dentro da escola pelos superiores, disse ter conhecimento do caso do alegado abuso sexual no interior da escola a uma menor de idade e que houve vários alunos envolvidos, alguns deles suspensos pela escola.

Uma funcionária da Associação para a Integração de Criança (AICIA) confirmou que a criança que alegadamente sofreu abusos sexuais é utente daquele espaço, onde está a ser seguida por uma psicóloga há vários anos e onde tem terapia da fala periodicamente.

A agência Lusa questionou na altura a Comissão de Proteção de Crianças de Jovens em risco de Arouca sobre registos de casos de abuso sexual a menores de idades no município recentemente, que informou que “no ano de 2019 até à presente data não foi sinalizada nenhuma situação de abuso sexual nesta comissão de Proteção de Crianças e Jovens”.

A Lusa contactou fonte das Relações Públicas da GNR de Aveiro, que declarou que do “Posto da GNR de Arouca até à data não lhe foi reportado nenhum tipo de situação de abuso sexual na Escola Secundária de Arouca”.

O inquérito instaurado acontece depois da apresentação de uma queixa ou da presentação de um auto de notícia pelas autoridades policiais ou pelo próprio Ministério Público.

A Lusa tentou obter informações da Associação de Pais da Escola Secundária de Arouca, enviando mensagem via correio eletrónico, mas não foi possível obter respostas até à data.