O caso do bebé encontrado no lixo esteve em debate esta sexta-feira na TVI24.

O jornalista Miguel Fernandes realçou o facto de o bebé ter sido despejado “num local que acabou por lhe salvar a vida”. O editor de Justiça da TVI explicou que o ecoponto estava destinado a ser uma espécie de “túmulo”, mas como os raios de sol incidiram sobre a estrutura de plástico, o caixote acabou por servir de estufa, protegendo e aquecendo o recém-nascido até ter sido encontrado.

Este bebé foi deixado num local, que tinha como objetivo servir de túmulo, e acabou por salvá-lo", explicou Miguel Fernandes.

O jornalista fez ainda uma análise aos casos semelhantes, ao do bebé que foi encontrado no lixo, que foram ocorrendo nos últimos anos. O editor de justiça encontra algumas singularidades neste caso recente, mas explica que não se prendem com o contexto socioeconómico em que a mulher estava inserida.

Lembro-me de uma especialista que me disse que isto pode acontecer a qualquer mulher."

A psicóloga clínica Catarina Lucas explicou quais são as primeiras necessidades que este recém-nascido vai precisar. De acordo com a especialista, a criança agora vai precisar de “colo” e “proteção”.

Carlos Madeira é voluntário num Centro de Apoio aos Sem Abrigos. Habituado a conviver com esta realidade, realçou o comportamento do sem-abrigo que recusou identificar a identidade da mãe do bebé encontrado no lixo.

"Numa situação de maior ênfase os sem-abrigo defendem-se e fecham-se”, garante Carlos Madeira.