O repórter da TVI Francisco Ferreira sofreu esta segunda-feira uma agressão em Moreira de Cónegos, no final do Moreirense-FC Porto. O autor da agressão foi Pedro Pinho, empresário que integrava a comitiva dos dragões, e que foi sócio de Alexandre Pinto da Costa, filho de Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do clube portista.

Segundo os especialistas, este episódio pode configurar um crime de ofensa à integridade física qualificada, tratando-se ainda de um crime público, por se configurar numa agressão a um jornalista durante o desempenho da sua função.

Para Ricardo Sá Fernandes, advogado, as autoridades deviam ter tido outra atuação perante o caso. Ainda assim, o jurista diz que se trata de uma agressão "gratuita".

Na ótica, profissional, o especialista não tem dúvidas: "Estamos perante um crime de ofensa à integridade física qualificada, porque as circunstância configuram um quadro especial de censurabilidade".

Ricardo Sá Fernandes diz que não estão em causa as consequências físicas de Francisco Ferreira, mas sim a perturbação da atividade profissional.

Assim, entende o advogado que as autoridades devem investigar o caso, tratando-se de um crime público, que é punível até quatro anos de prisão.

Entretanto, o presidente do FC Porto ligou à direção de informação da TVI para condenar a agressão.

O advogado Telmo Semião vai mais longe, e diz que Pedro Pinho devia ter sido detido no momento, por se tratar de um ato de flagrante delito.

Condenações chegaram também do Sindicato dos Jornalistas e da Associação de Jornalistas de Desporto.

Redação