O presidente do Sindicato Unificado da PSP, Peixoto Rodrigues, foi levado para o hospital São Francisco Xavier, na madrugada deste sábado. A notícia foi avançada pela Federação Nacional dos Sindicatos de Polícia que, na página de Facebook, publicou um vídeo com o momento em que o sindicalista sai do local na ambulância do INEM.

 

A greve de fome foi iniciada na terça-feira “por tempo indeterminado”. O objetivo era exigir garantias do Governo em resposta a várias reivindicações dos profissionais da polícia. O protesto começou decorria em frente ao Palácio de Belém, a residência oficial do Presidente da República.

Peixoto Rodrigues garantia, no início do protesto, que apenas acabaria com o protesto por "motivos de saúde". 

Em declarações à TVI, Pedro Magrinho, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Polícia (FERPOL), confirma o internamento e conta que Peixoto Rodrigues já "teve alta hospitalar".

Peixoto Rodrigues já teve alta mas tem que repousar em casa nos próximos oito dias", disse Pedro Magrinho à TVI.

Pedro Magrinho garante que a luta dos sindicatos "vai continuar com um protesto em Bruxelas, para ser ouvido pela Comissão Europeia". 

Os profissionais contestam o incumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo que condenou o Estado a pagar os suplementos remuneratórios desde 2010 durante os períodos de férias.

Outra das exigências é o aumento imediato do suplemento por serviço nas forças de segurança, bem como a indexação dos suplementos de serviço, partilha, turno, piquete e comando à remuneração principal de cada elemento policial.

A Fenpol quer ainda a “revisão imediata” do fator de sustentabilidade aplicado aos profissionais da PSP que se aposentaram em 2014 e 2015, que causou uma perda do valor da pensão de aposentação.

Os profissionais também contestam a existência de dois subsistemas (Caixa Geral de Aposentações e Segurança Social) consoante os elementos da PSP foram incorporados até final de 2005 ou a partir de 2016, o que impõe regras distintas aos profissionais.