Peter Shane Christiansen. É este o nome completo do homem com a missão de ilibar Cristiano Ronaldo da acusação de violação de uma mulher, Kathryn Mayorga. Um advogado, que faz parte da lista dos 100 melhores advogados dos Estados Unidos da América, soma milhões de dólares em vitórias nos tribunais.

Esta quarta-feira, divulgou o primeiro comunicado oficial da defesa de Cristiano Ronaldo sobre a acusação de violação de Kathryn Mayorga, em 2009, em Las Vegas, no EUA.

Com 24 anos de carreira, Peter S. Christiansen licenciou-se em Ciência Política pela Universidade da Califórnia em 1991. Só três anos depois é que concluiu estudos na área da advocacia na Faculdade de Direito da Universidade do Wyoming.

Peter S. Christiansen trabalha atualmente na sociedade de advogados que fundou em 2001, a Christiansen Law Offices. O escritório de advogados está sediado em Las Vegas, no Nevada, cidade onde, alegadamente, Ronaldo é acusado de ter violado Mayorga em 2009.

O slogan da sociedade diz muito sobre a escolha que o astro do futebol fez - no website da empresa pode ler-se: “No lado errado da lei ou acusado injustamente? Ganhe o processo legal”.

Nos casos tornados públicos pelo escritório de advogados não há nenhum que se assemelhe ao que envolve o jogador português, mas são muitos os milhões de dólares que Christiansen soma em vitórias nos tribunais. Em julho de 2007, conseguiu uma indemnização de 20 milhões de dólares para uma mulher que viu morrer o marido com um cancro.

O advogado, de 49 anos, trabalha com o pai, ou melhor dizendo, o pai trabalha com o filho já que a sociedade pertence inteiramente a Christiansen Júnior. O pai, também ele Peter Christiansen, é apresentado como um oficial de justiça com 38 anos de experiência no Estado do Nevada.

Das informações pessoais que constam no website dos Christiansen Law Offices, o presidente da sociedade é apresentado com a experiência de quem lida há vários anos com casos a nível estadual e federal, com mais de cem vitórias em tribunais.

De Ronaldo a negligência parental: os casos que chegaram à imprensa

O advogado norte-americano está habituado às luzes da ribalta na defesa de arguidos cujos casos fizerem correr tinta nos jornais. Um dos últimos processos mediáticos ocorreu há mais de um ano, em agosto de 2017, com Christiansen a defender um homem da acusação de maus tratos e homicídio do filho de cinco meses.  

A autópsia ao corpo do bebé revelou que a criança morreu com várias costelas partidas e um hematoma na cabeça. O pai admitiu que poderia ter gerado os ferimentos, mas na tentativa de salvar o filho que, supostamente, se engasgou ao beber leite. A polícia e o médico legista não encontraram vestígios de leite no quarto ou aparelho digestivo da criança. O agora advogado de Cristiano Ronaldo defendeu que a polícia não recolheu as provas em locais cruciais, pedindo a não condenação do pai da criança. 

O ataque feroz às provas da acusação são uma das principais características deste advogado que é perito em defesa criminal. Foi essa convicção que permitiu, em 2007, indemnizar uma mulher, com 20 milhões de dólares. Em causa estava uma clínica que demorou 15 meses a entregar os resultados de uma biópsia que revelou tumor maligno nos pulmões do marido.

Outro caso. Em 2011, Donnell Pugh foi o responsável por um tiroteio que feriu duas pessoas com uma delas a acabar por morrer. O advogado Peter S. Christiansen aceitou defender o atirador. Não conseguiu ilibá-lo da acusação, mas livrou-o da pena de morte. Pugh foi condenado a prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional ao fim de 20 anos detido. 

O advogado de Cristiano Ronaldo não expõe a vida pessoal na Internet, mas é notabilizado pelos inúmeros casos que já ganhou a defender processos complexos. Este é o advogado que vai acompanhar o jogador caso seja ouvido pela polícia de Las Vegas e a queixa prossiga para tribunal.