O Ministério Público (MP) constituiu arguidos dois médicos, um por homicídio por negligência e outro por crime de ofensa à integridade física por negligência, informou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), nesta quinta-feira.

De acordo a PGDL, em nota publicada no seu site, o MP «deduziu acusação contra um arguido, médico, pela prática do crime de homicídio por negligência na prática médica».

A entidade explica que «ficou suficientemente indiciado» que o arguido, enquanto médico, seguiu o doente, que deu entrada na urgência com um edema e inflamação do joelho, e que, apesar de ser um doente de risco, «não lhe foi prescrito nenhum anticoagulante».

A morte do doente por trombo-embolia pulmonar terá sido provocada «em consequência dessa falta médica».

O Ministério Público também constituiu arguido um outro médico por «crime de ofensa à integridade física por negligência», por ter efetuado «uma intervenção cirúrgica ao joelho de um paciente de 60 anos».

Ficou, para a PGDL, «suficientemente indiciado» que, na sequência da intervenção cirúrgica, sob anestesia epidural, «ocorreu um hematoma epidural na coluna do paciente, o qual, em consequência da sua remoção tardia, lhe provocou a paralisia dos membros inferiores até à data da sua morte».

Segundo a entidade, «este atraso na realização dos exames necessários para o diagnóstico causou necessariamente a paralisia do doente».