As primeiras acusações resultantes das investigações da «Operação Furacão» estão atrasadas, admitiu esta terça-feira à Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fonte da PGR disse à Agência Lusa que o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que investiga os alegados crimes económicos em causa, informou o Procurador-Geral Pinto Monteiro que «as primeiras acusações estão de facto atrasadas» e que estão «previstos para breve alguns arquivamentos».

A investigação da «Operação Furacão», uma das maiores realizadas em Portugal e conhecida em 2005, já levou à constituição de mais de 200 arguidos, entre pessoas singulares e colectivas, entre as quais o BPN, por suspeita de branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de confiança.

Segundo a PGR, a referida investigação «foi já fraccionada em 11 processos» na tentativa de desfazer o mega-processo que, na opinião de Pinto Monteiro, «nunca deveria ter existido».

Questionado em Novembro de 2008 sobre o andamento das investigações, o Procurador-Geral garantiu que «até ao final do ano haveria uma separação» do mega-processo.

«No final do ano tem de haver alguma separação porque não podem estar abrangidos na mesma investigação 500 sociedades e bancos, o país não pode parar economicamente», disse na altura Pinto Monteiro.
Redação / CLC