O Ministério da Saúde esclarece que a estratégia de vacinação contra a Covid 19, em preparação pela Direção-Geral da Saúde (DGS), ainda não foi discutida com o Ministério da Saúde nem validada politicamente.

As informações vindas a público estão incluídas num documento meramente técnico e são parcelares e desatualizadas", refere uma nota do Ministério da Saúde enviadas às redações.

Esta é uma reação às notícias que foram avançadas na noite de quinta-feira por vários órgãos de comunicação social e que dão conta de que o primeiro grupo a ser vacinado contra a covid-19 deverá ser o das pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, como insuficiência cardíaca, respiratória ou renal, funcionários dos lares e os profissionais de saúde que estão na linha da frente no combate à pandemia.

De acordo com as informações, para já, ficariam de fora as pessoas com mais de 75 anos, uma vez que não há evidência científica da eficácia das vacinas neste grupo.

Mais: no segundo grupo de vacinação estão incluídas as pessoas que têm entre 50 e 75 anos com doenças crónicas, bem como os restantes profissionais de saúde e outras pessoas institucionalizadas.

De acordo com o Expresso, tal proposta, que foi apresentada pela DGS na semana passada, gerou indignação.

Jamais deveria ter sido apresentado, ali ou em parte alguma. É chocante que o grupo de risco mais referido surja no último lugar”, afirmou ao Expresso um dos presentes.

Recorde-se que a task-force criada pelo Governo para coordenar todo o plano de vacinação contra a covid-19, desde a estratégia de vacinação à operação logística de armazenamento, distribuição e administração das vacinas, tem um mês para definir todo o processo.

Segundo o despacho publicado, nesta quinta-feira, em Diário da República, assinado pelos ministros da Defesa Nacional, Administração Interna e Saúde, esta task-force tem um mandato de seis meses, renovável em função do progresso da operacionalização da vacinação contra a covid-19.

Deve, ainda, definir um plano de comunicação com a população sobre a vacinação contra a covid-19, “tendo em vista a disponibilização de informação, de forma objetiva, clara e transparente sobre o processo”, refere o despacho.

Redação / LF - Notícia atualizada às 10:52