A designer norte-americana Tory Burch tem estado nas "bocas do mundo" nos últimos dias depois de se ter apropriado da bem portuguesa camisola poveira e a ter comercializado por quase aproximadamente 700 euros. 

Com mais de dois milhões de seguidores no facebook e um património avaliado em quase mil milhões de dólares, a designer tem estado sob o escrutínio dos internautas nacionais que descobriram que não é a primeira vez que a norte-americana "se inspira" na cultura do nosso país

Na coleção para casa, que também comercializa no site oficial, a estilista vende peças em cerâmica com inspiração na natureza, mais precisamente em alimentos como vegetais, muito parecidas com as míticas e centenárias louças Bordallo Pinheiro.  

No site oficial, a marca da estilista norte-americana comercializa os artigos de mesa a preços bastante mais elevados que as loiças portuguesas, à semelhança do que aconteceu com a camisola poveira, um saleiro, por exemplo, ultrapassa os 75 euros, e há terrinas que se aproximam dos 400 euros de custo

Em 2017, a marca já tinha sido acusada de plágio, depois de ter imitado, num casaco, uma peça de vestuário tradicional romeno, que caracterizou como sendo de "inspiração africana". Gerado tumulto nas redes sociais, a marca acabaria por creditar corretamente a referência do casaco. 

Nota para o facto de, na sequência da polémica com a camisola poveira, a estilista ter recorrido ao Twitter para pedir, numa mensagem em português, "sinceras desculpas aos portugueses", admitindo que foi "um erro" não ter assumido a sua inspiração e que a marca está a "corrigir o erro".

Diogo Assunção