A Polícia Judiciária desmantelou uma das maiores redes de contrafação de moeda da Europa e, entre os dias 9 e 11 de dezembro, a Europol coordenou uma ação a nível europeu, visando várias dezenas de suspeitos que haviam adquirido moeda falsa através da darknet, na sua maioria a esta rede.

Em comunicado, a Polícia Judiciária revela que, "após uma análise dos elementos probatórios recolhidos pela Polícia Judiciária, foi possível identificar diversas transações de moeda falsa, informação que foi comunicada à Europol e, posteriormente, por esta otimizada e disseminada por todos os países afetados".

Posteriormente, foram realizadas um total de 36 buscas domiciliárias, identificados e interrogados 44 suspeitos, 11 dos quais acabaram por ser detidos, tendo sido apreendidas notas falsas, armas, drogas, documentos falsos e moedas virtuais, bem como substâncias dopantes.

Na Alemanha, país onde foram realizadas 27 buscas domiciliárias, viria a ser igualmente desmantelada uma rede que produzia documentos falsos.

As restantes nove buscas foram realizadas na Áustria, França, Grécia, Irlanda, Luxemburgo e Espanha.

Na operação “Deep Money” foram detidas cinco pessoas e apreendidas mais de 1.800 notas falsas de 50 e de 10 euros.

As notas contrafeitas foram apreendidas em praticamente todo o espaço europeu, com maior incidência em França, Alemanha, Espanha e Portugal e globalmente desde janeiro de 2017 foram apreendidas notas com valor superior de 1,3 milhões de euros.

Entre as cinco pessoas detidas e já com medidas privativas da liberdade, estão cidadãos portugueses e franceses.

Um dos detidos é português, tem 35 anos, e é considerado pela PJ como o cabecilha da rede que foi detido a 23 de agosto na Colômbia e posteriormente entregue à PJ em Portugal.

O homem tem registo criminal por vários crimes, nomeadamente tráfico de droga e extorsão sexual.

 
Andreia Miranda