Luís Neves, o diretor da Polícia Judiciária (PJ), foi arrolado como testemunha no caso Tancos. Luís Neves foi arrolado pelo Coronel Amândio Marques, um dos oficiais da GNR arguidos no processo. 

Além do diretor da PJ, foram também arrolados Vitor Magalhães e João Melo, procuradores que investigaram o caso. 

De acordo com um despacho do juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) Carlos Alexandre, é considerado “forçoso proceder à inquirição” destas três testemunhas, tendo em conta o teor do requerimento de abertura de instrução do Coronel Amândio Marques, ex-diretor da direção de Investigação Criminal do comando da GNR e arguido por associação criminosa e tráfico de armas no caso de Tancos.

Luís Neves, diretor da PJ será ouvido pelas 09:30 do dia 19 de fevereiro, seguindo-se o procurador Geral Adjunto Vitor Magalhães, que integrou a equipa do Ministério Público que acusou os 23 arguidos do caso sobre o furto e o achamento do material de guerra do paiol de Tancos e depois o procurador João Melo, atual diretor adjunto da PJ, mas que também fez parte da equipa de investigação.

A fase de instrução do processo de Tancos começou hoje de manhã no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, com o interrogatório Válter Abreu e Jaime Oliveira, que segundo a acusação estiveram envolvidos nos furtos das armas.