Os três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) suspeitos de terem assassinado um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa vão aguardar julgamento em prisão domiciliária, foi decidido esta segunda-feira.

Aqueles três arguidos optaram por, no interrogatório judicial, não prestar declarações sobre os factos que lhe são imputados, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de obrigação de permanência na residência, vulgo prisão domiciliária.

Em comunicado divulgado, a Polícia Judiciária explica que os três homens, de 42,43 e 47 anos, "serão os presumíveis responsáveis da morte de um homem de nacionalidade ucraniana, de 40 anos, que tentara entrar, ilegalmente, por via aérea, em território nacional", no passado dia 10 de março.

O caso, que foi revelado pela TVI no Jornal das 8, já levou às demissões do diretor e do subdiretor dos serviços do SEF em Lisboa.

Ao que a TVI apurou, a autópsia revelou marcas de uma bota de um dos agressores no corpo da vítima, que estaria presa nos tornozelos com fita isoladora e algemada com as mãos atrás das costas.

A vítima, que teria 40 anos, terá sido assassinada entre os dias 11 e de 12 de março.

/ AG