A Polícia Judiciária fez esta manhã uma operação para deter três responsáveis pelo confronto armado e de extrema violência, com mais de 40 pessoas envolvidas, que gerou alarme social e fez várias vítimas no bairro da Mouraria, Lisboa, numa noite de sábado em janeiro do ano passado.

Em causa, sabe a TVI, crimes de homicídio tentado, numa guerra pelo controlo dos negócios de comércio da zona do Martim Moniz. 

Só nessa situação, que não foi a única de confrontos entre imigrantes do Bangladesh, foram registadas quatro vítimas com ferimentos graves em resultado de agressões com catanas, bastões, e, num dos casos, um homem foi baleado numa perna. 

Na altura, depois de ter sido chamada à rua do Terreirinho, onde ocorreu a batalha campal, a PSP formou a convicção de que, em causa, estava uma disputa religiosa na comunidade - um conflito sobre a discórdia pela eleição de um novo líder religioso.

A investigação ficou a cargo da secção de homicídios da PJ, que recolheu testemunhos, identificou responsáveis, e tirou uma conclusão: os motivos dos confrontos prendem-se com o domínio dos negócios nas dezenas de lojas da comunidade do Bangladesh na zona do Martim Moniz. 

Os detidos serão amanhã presentes a tribunal.

Henrique Machado