A Unidade de Combate ao Cibercrime da Polícia Judiciária está esta manhã a realizar a segunda megaoperação no espaço de uma semana, de combate a fraudes milionárias através do sistema bancário, desta vez por burlas associadas à conhecida plataforma digital de pagamentos Mbway.

Em causa estão 17 detidos, entre as regiões de Lisboa e do Alentejo, sobretudo, sob suspeita de terem feito mais de um milhar de vítimas, espalhadas de norte a sul do país, algumas das quais lesadas em milhares de euros depois do acesso ilegítimo às suas contas bancárias.

Segundo o comunicado da PJ, os 17 detidos são 11 homens e 6 mulheres.

Os detidos respondem por "centenas de crimes como burla informática agravada, falsidade informática e acesso ilegítimo".

As vítimas são alvo de intrusões nas suas contas bancárias através dos esquemas mais ardilosos, como na resposta a mensagens SMS que conduzem os burlões informáticos a códigos de acesso.

No último ano, potenciado pela pandemia, um dos cibercrimes que mais foi denunciado ao Ministério Público de Lisboa foi o de fraude na utilização da aplicação de pagamentos Mbway, que atingiu milhares de vítimas com prejuízos incalculáveis.

Segundo o relatório da comarca de Lisboa sobre inquéritos de crimes informáticos em 2019 e 2020, a fraude nos pagamentos por Mbway “atingiu milhares de vítimas, causando um prejuízo dificilmente quantificado”. No ano passado no MP de Lisboa deram entrada 307 inquéritos referentes a alegados ilícitos relacionados com esta aplicação de pagamentos, e foram concluídos 176.

Os detidos irão ser presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação da medida a coação considerada adequada.

Henrique Machado / - notícia corrigida às 11:03