A Polícia Judiciária (PJ) da Guarda deteve um homem, de 23 anos, suspeito da coautoria, e foragido, de um crime de homicídio qualificado ocorrido no mês de julho em Foz Côa, anunciou esta segunda-feira aquela força de segurança.

A detenção, que surge na sequência de outra concretizada no decurso da última semana, em Lisboa, constitui o culminar de incessantes diligências investigatórias, que determinaram a mobilização, no domingo, de investigadores do Departamento Investigação Criminal da Guarda e da Unidade Local de Évora da Policia Judiciária", indicou a PJ, em comunicado.

Segundo a força de segurança, além desta segunda detenção, ocorrida em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, foi também possível localizar e apreender a viatura automóvel utilizada pelos dois homicidas, que terão cometido o crime por motivos torpes, relacionados com a dissolução de um casamento forçado, envolvendo uma menor com apenas treze anos, filha da vítima mortal.

O detido, de 23 anos, vai ser presente às autoridades judiciárias tendo em vista interrogatório judicial e a eventual aplicação de medidas de coação.

Relacionado com o crime que ocorreu no dia 5 de julho, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda, a PJ já tinha detido outro homem, de 35 anos, também suspeito de homicídio qualificado.

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"O suspeito está fortemente indiciado pelo crime de homicídio qualificado" e foi-lhe decretada prisão preventiva, após ter sido presente às autoridades judiciárias para efeitos de primeiro interrogatório, avançou a PJ no passado dia 31 de julho.

A PJ acrescentava que a vítima, um homem de 39 anos, foi surpreendida "pelo detido na sua própria residência e aí" foi atingida "mortalmente com um disparo, que lhe causou morte imediata".

Naquele dia, João Reis, das relações públicas do Comando Distrital da GNR da Guarda, disse que o homem teria "entre 35 e 40 anos" e foi encontrado "caído na via pública, vítima de um disparo de arma de fogo", pelas 09:00.

Os meios de socorro deslocaram-se para o local e a vítima foi transferida para as urgências básicas do Centro de Saúde de Vila Nova de Côa, mas acabou por falecer", acrescentou a fonte da GNR, explicando que a PJ tinha assumido a investigação do caso.