A festa que se seguiu ao jogo entre o Sporting e o Boavista, e que deu a vitória ao clube de Alvalade, resultou na detenção de três pessoas e na identificação de outras 30, avançou a PSP em comunicado.

De acordo com o documento, o balanço aponta ainda para vários feridos.

Das desordens ocorridas e do arremesso de objetos perigosos, incluindo garrafas de vidro, pedras e artefactos pirotécnicos, resultaram ferimentos ligeiros em quatro polícias e num canídeo policial. Do arremesso de objetos perigosos e do uso da força pública, resultaram ferimentos em diversos cidadãos, em número que de momento não é possível precisar, sendo que foram prontamente assistidos no local os feridos que foram identificados como tal", lê-se no comunicado.

A PSP destaca ainda que das desordens ocorridas, destacam-se o arremesso de objetos perigosos, incluindo garrafas de vidro, pedras e artefactos pirotécnicos.

Segundo o comunicado, durante o desfile, até às imediações da Rotunda do Marquês de Pombal, não se verificaram incidentes de relevo, mas o comportamento dos adeptos agravou-se depois com a aproximação da comitiva ao local dos festejos.

A PSP acrescenta ainda que planeou e executou um policiamento “de grande envergadura, em diversas cidades na sua área de responsabilidade territorial”, mas em Lisboa "ocorreram diversos festejos que, em alguns locais da cidade, resultaram em alterações relevantes da ordem pública”.

A festa dos adeptos do Sporting já mereceu a crítica do Presidente da República. Marcelo considera que "quem devia prevenir, não conseguiu".

Ouvido pela Lusa, o investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Carlos Antunes considera que, face à atual prevalência de covid-19, o risco de os festejos do Sporting desencadearem um descontrolo epidemiológico é baixo, mas aconselha que se façam autotestes.

Lara Ferin