Cerca de 50 elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) concentraram-se esta terça-feira em frente ao Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para reivindicar a atualização dos salários e a atribuição de subsídio de risco.

Queremos um subsídio de risco igual ao que os outros serviços e forças de segurança já têm”, além de uma atualização urgente das tabelas salariais “sob pena de cada vez haver menos pessoas com vontade de vir para a polícia”, disse à Lusa o presidente da Organização Sindicatos Polícias (OSP), Pedro Carmo.

Rodeado de faixas de protesto que continham as reivindicações da PSP e mensagens de ordem que relembravam a importância do investimento na polícia, Pedro Carmo acrescentou que a PSP não quer que sejam subtraídos os suplementos já existentes para obter o subsídio de risco, pois isso significaria permanecer com o vencimento atual.

A ação foi convocada pelos sindicatos que fazem parte da “Aliança – Hora de agir” e ocorreu durante a manhã de hoje em frente ao local que serve de sede à Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.

A mensagem principal que queremos transmitir à Europa que está a reunir à nossa frente é que, apesar de Portugal ser um dos países mais seguros da Europa, é onde os polícias são mais mal pagos”, afirmou o vice-presidente do Sindicato Polícia pela Ordem e Liberdade (SPPOL) Luís Gaspar. 

A música de José Afonso brada “Eles comem tudo e não deixam nada”, e o presidente do Sindicato Vertical de Carreira de Polícia (SVCP), Alexandre Moreira, refere à Lusa que, “ao contrário daquilo que acontece em outras carreiras da função pública”, o Governo não “atribui o devido valor” à PSP nem atualiza os seus salários.

Os sindicatos contestam e sublinham a diferença de 136 euros que separa o salário base da PSP, de 801 euros, do salário mínimo nacional.

Nós vamos estar cá as vezes que forem necessárias para mostrar o nosso descontentamento até que, de alguma forma, sejam tomadas medidas coerentes para tratarem o polícia como um cidadão de primeira classe e não um cidadão de segunda”, frisou Pedro Carmo.

Da “Aliança – Hora de agir”, promovida pelo Movimento Zero (MO), faz ainda parte a Associação Sindical Autónoma da Polícia (ASAPOL), que também esteve presente na ação de protesto.

/ MJC