As demolições de bares e restaurantes na praia da Costa da Caparica, Almada, já começaram, mas as estruturas que vão substituir os velhos estabelecimentos ainda estão por concluir, o que leva alguns comerciantes a temer pelo negócio, informa a Lusa.

«É completamente impossível os prazos que estão a dar», afirmou António Ramos, mais conhecido por «Barbas», referindo-se ao término da sua licença de exploração (31 de Março), enquanto aponta para as novas estruturas que estão a ser erguidas para substituir os velhos espaços, algumas apenas com o «esqueleto» montado.

O empresário, com cerca de 40 empregados a cargo nos restaurantes «O Barbas» e o «Bento» teme que tenha de fechar as portas a 31 de Março, sem poder instalar-se no novo espaço.

De acordo com o advogado que o representa, bem como a outros concessionários, Paulo Edson Cunha, «os prejuízos serão enormes».

Duas famílias «reféns»

Anunciados mais programas Polis

Tanto o empresário como o advogado afirmam que sempre lhes foi transmitido que apenas sairiam do local onde estão quando os novos estabelecimentos ficassem prontos, na sequência do desenvolvimento do Programa Polis, que vai dar uma nova cara à Caparica.

Depois de receberem as chaves dos novos estabelecimentos, é ainda preciso tempo para fazer a mudança, instalar cozinhas e todo o equipamento necessário ao funcionamento dos restaurantes, além da renovação da licença, contam.

O receio é que a 31 de Março aconteça o que aconteceu no final de Setembro, quando a ASAE lhe fechou as portas porque a licença tinha terminado.

Ao lado de um dos seus restaurantes, o velho «Primoroso» já foi demolido e ainda não tem a «nova casa» concluída.

Também em funcionamento ainda está o mais antigo dos restaurantes daquela praia - Carolina do Aires, onde os receios dos proprietários são idênticos.

O presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, António Neves diz que tudo está acordado com os comerciantes, de acordo com a informação que recebeu desta entidade.

O autarca reconheceu que as novas estruturas não estão prontas, apesar de terem começado as demolições, tanto do lado Norte, como do lado Sul ao longo do paredão.

António Neves avançou que o parque de estacionamento, onde paravam também os autocarros, estará parcialmente operacional no Verão, devido às obras de reformulação que está a sofrer.
Portugal Diário