A investigação de Tancos e o processo que levou à acusação do ex-ministro da Defesa entraram na campanha eleitoral, tornando-se o tema dominante dos últimos dias. Como seria de esperar, os líderes partidários têm aproveitado este caso para recolher dividendos na votação do próximo dia 6 de outubro. Mas, como há limites para tudo, a Direção de Informação da TVI vê-se obrigada a tomar esta posição de inequívoca equidistância face a manobras partidárias em que nos recusamos ver envolvidos.

Vários dirigentes do PSD, incluindo o seu líder, têm verbalizado a suspeita de que a notícia em que o Ministério Público envolvia o Presidente da República nas escutas, se tratava de uma cortina de fumo lançada pelo Partido Socialista, para desviar as atenções que naturalmente voltaram a estar centradas no Governo de António Costa.

Tendo sido a TVI o primeiro órgão de informação a noticiar a forma como o Ministério Público interpretava o suposto conhecimento de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o roubo de armas, esta acusação é insultuosa para a TVI, porque é falsa e porque nos coloca numa disputa que não é a nossa.

É importante sublinhar que esta informação acabou confirmada pela acusação pública do processo e que foi a Justiça, e não a TVI, a definir os tempos do processo.

A investigação jornalística não olha a calendários políticos, mas também não podemos permitir que o nosso trabalho seja usado como arma de arremesso, com finalidades que não sejam apenas e só a procura da verdade. Pois é em nome da reposição da verdade, e para tranquilizar aqueles que nos estão a usar, que a TVI assegura que a imputação que o PSD e outros responsáveis políticos estão a atribuir à origem desta notícia é falsa, infundada e difamatória.

Os nossos jornalistas estão a fazer o seu trabalho nesta campanha eleitoral com profissionalismo e independência e os nossos telespetadores podem ter a certeza de que a Direção de Informação da TVI não permitirá que alguém coloque esta nossa independência em causa. Principalmente em momentos tão sensíveis para o futuro do país, como são estes que antecedem a eleição de um novo Parlamento e de um novo Governo para os próximos quatro anos.