Mais de três dezenas de operacionais estavam às 08:00 desta quarta-feira empenhados no combate ao incêndio na freguesia da Ponta do Pargo, concelho da Calheta, zona oeste da ilha da Madeira, e que está ativo há 48 horas.

De acordo com informação disponibilizada na aplicação para telemóvel do Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira, às 08:00 desta quarta-feira, encontravam-se a combater o fogo 33 operacionais, apoiados por 15 meios terrestres, de quatro corporações de bombeiros, da Polícia Florestal, do Comando Regional de Operações de Socorro e do Serviço Municipal de Proteção Civil da Calheta.

Outro teatro de operações é nas Achadas da Cruz [que está situada entre a Ponta do Pargo e Porto Moniz], com 32 operacionais e 10 meios terrestres de uma corporação de bombeiros, Polícia Florestal e GNR.

Achadas da Cruz é uma freguesia do concelho do Porto Moniz.

O incêndio começou no sítio da Lombada Velha, às 05:16 de segunda-feira, e desde então alastrou a várias localidades da freguesia da Ponta do Pargo, em zonas de mato e floresta, aproximando-se, por vezes com perigo, de algumas residências, devido ao povoamento disperso que caracteriza a região.

Governo da Madeira apoia 30 criadores de gado

O Governo Regional da Madeira vai apoiar cerca de 30 criadores de gado da Ponta do Pargo, cujas áreas de pasto ficaram destruídas pelo incêndio, foi anunciado esta quarta-feira.

"Identificámos já 30 criadores de gado e cerca de 250 cabeças de gado [afetados] e vamos, já hoje e amanhã [quinta-feira], fazer chegar feno e palha para, nesta primeira fase, ter alimento para os animais", disse o secretário regional da Agricultura, Humberto Vasconcelos.

O governante encontra-se na Calheta, concelho a que pertence a freguesia da Ponta do Pargo, para fazer um balanço, juntamente com as autoridades locais, dos estragos provocados pelo incêndio, que deflagrou na madrugada de segunda-feira e permanece ativo.

"Vamos depois adquirir mais quantidades [de feno] para, durante algum tempo, conseguirmos que os animais não sofram da falta de pasto", sublinhou Humberto Vasconcelos, realçando que, até ao momento, não há registo de perda de qualquer animal.

/ AM - Notícia atualizada às 12:30