Os Passadiços das Ribeiras do Uíma, em Santa Maria da Feira, estão com mais de 170 traves de madeira destruídas após vandalismo por desconhecidos, revelou hoje essa autarquia do distrito de Aveiro, assumindo dificuldades na respetiva reparação.

Os estragos verificam-se num troço de cerca de dois quilómetros na freguesia de Fiães e, segundo disse à Lusa o presidente da Câmara da Feira, resultam “de um comportamento totalmente gratuto e idiota porque quem não tem o que fazer a não ser destruir o trabalho dos outros”.

Emídio Sousa dá pormenores: “Vê-se perfeitamente que aquelas traves foram destruídas a pontapé, pela calada da noite, porque só nessa altura é que os responsáveis lá podiam andar a fazer asneiras sem ninguém os detetar”.

O autarca quer recuperar a estrutura, mas admite que esta não é a melhor fase para o conseguir. “Além de estarmos limitados em termos de mão-de-obra, há pouca disponibilidade daquele tipo de madeira nesta altura e isso também vai aumentar os preços”, disse.

Essa escassez deve-se sobretudo às limitações resultantes da pandemia de covid-19, nomeadamente ao nível da importação de madeiras adequadas a uso exterior.

O material ainda tem que ser sujeito a um tratamento especial para ser mais resistente às diferentes condições atmosfericas", pelo que a estimativa de Emídio Sousa é que a substituição das peças de madeira destruídas "ainda vá custar uns quantos milhares de euros"

O percurso pedonal junto ao rio Uíma e respetivas ribeiras envolve terrenos públicos e privados ao longo de uma área protegida em que estão identificadas espécies como salamandras de pintas amarelas, rãs ibéricas, pirilampos e até escaravelhos de espécies contemporâneas dos dinossauros.

Entre árvores já existentes no local e outras plantadas pelo projeto Futuro – 100.000 Árvores na Área Metropolitana do Porto, podem ainda encontrar-se lontras, cobras-de-água, sapos corredores, morcegos-anões, garças-reais, águias de asa redonda, libelinhas e rouxinóis-bravos, entre outras espécies animais e vegetais, como lírios amarelos dos pântanos, amieiros, sabugueiros e taboas.

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