As comissões de utentes contra as portagens nas auto-estradas SCUT deram este sábado um prazo de «duas a três semanas ao Governo para que as receba», caso contrário prometem agendar «outras formas de luta».

A decisão foi anunciada no final de uma reunião na Póvoa de Varzim, que juntou as comissões de utentes de Aveiro, Esposende/Barcelos, Grande Porto, Póvoa de Varzim/Vila do Conde, Vale do Sousa e Viana do Castelo, servidos pelas SCUT A28, A29 e A41.

As comissões pedem também a todos os utentes destas vias, que servem entre 50 a 60 municípios, que «não desmobilizem e que não se deixem iludir» pelas isenções anunciadas, recentemente, pelo ministro das Obras Públicas.

José Rui Ferreira, porta-voz do movimento, acredita que as isenções prometidas por António Mendonça «podem ser perigosas, porque podem fracturar as comissões que estão coesas».

O também utente diário da A28 voltou a sublinhar que aquelas vias «não têm percursos alternativos e que têm que ser vistas como infra-estruturas regionais e não locais, como se quer dar a entender».

Um outro apelo saído deste encontro é também dirigido ao Governo, que deverá «cumprir o seu programa», sendo que as posições tomadas agora «contrariam o que nele vem enunciado», afirmou José Rui Ferreira.

« As SCUT deverão permanecer como vias sem portagens, enquanto estejam localizadas em regiões cujos indicadores de desenvolvimento sócio-económico sejam inferiores à média nacional e não existam vias alternativas», lembrou o porta-voz.

Ora, e segundo as comissões, os municípios atravessados por estas vias «justificam a irreversibilidade deste processo», concluiu.

Resta agora a estas comissões esperarem por uma audiência com o ministro António Mendonça, sendo que depois estes movimentos prometem acções de protesto que, para já, se recusam a especificar de que forma poderá ser feito.
Redação / CP