Um quinto dos condutores do Grande Porto admite ter cometido infracções rodoviárias, como atender o telemóvel em viagem, conduzir em excesso de velocidade ou estacionar irregularmente, escreve a Lusa.

Trânsito: passadeiras põem em causa segurança dos peões

Os dados, que foram apresentados esta quinta-feira durante a conferência «Segurança Rodoviária no Porto», constam de um estudo da Escola de Criminologia da Faculdade de Direito do Porto, apoiado em 507 entrevistas a automobilistas da região.

Os resultados do estudo, ainda preliminares, indicam que os inquiridos consideram os acidentes como «azares», que não querem repetir.

Dos automobilistas questionados, 65 por cento garantiram que nunca conduziram sob efeito do álcool e apenas 0,5 por cento admitiram que guiaram depois de beber demasiado.

Durante a conferência, realizada no âmbito da Semana da Mobilidade, foram ainda apresentados os resultados de um estudo, desenvolvido pela Direcção Municipal da Via Pública, em parceria com o Instituto da Construção da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, sobre a sinistralidade rodoviária no Porto.

O coordenador do estudo, Américo Pires da Costa, confirmou dados anteriormente avançados segundo os quais o Porto registou, nos últimos três nos, o dobro da sinistralidade de concelhos periféricos como Gondomar, mas números muito inferiores a Faro e equivalentes a Lisboa.

Durante a conferência, responsáveis da Direcção Municipal da Via Pública anunciaram propostas de solução para alguns dos 20 «pontos negros» assinalados no estudo, incluindo o entroncamento da avenida de Fernão de Magalhães com a rua de Rodrigues Semide, palco de vários atropelamentos numa passadeira, ou o cruzamento das ruas da Constituição e de Serpa Pinto, propenso à colisão de automóveis.

As soluções oscilam entre a colocação de lombas, controlo de velocidade por semáforos, separadores centrais e repressão ao estacionamento abusivo.

Horas antes desta conferência, o Porto foi palco de outra iniciativa associada à Semana da Mobilidade: o lançamento da campanha do Automóvel Clube de Portugal «Atenção, somos todos peões!», relacionada com a sinistralidade viária nas passadeiras.
Redação / PP