O tribunal de São João Novo, no Porto, aplicou esta terça-feira uma multa de 2.100 euros a um homem que forjou as assinaturas das três irmãs no contrato-promessa de uma habitação para burlar uma agente imobiliária em 30 mil euros.

O arguido foi condenado apenas por um crime de falsificação de documento, já que um acordo entre as partes fez "cair" o crime de burla por que o arguido também estava acusado.

Ao falsificar as assinaturas, o arguido fez crer à agente imobiliária, uma pessoa das suas relações, que aquela lhe podia adiantar sem riscos 30 mil euros por conta do valor global do negócio, que seria de 50 mil euros.

Os factos ocorreram em novembro de 2016 e o prédio em causa, situado em Campanhã, no Porto, é copropriedade do arguido, de 62 anos, e das suas três irmãs.

O Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária avaliou as assinaturas do contrato-promessa em causa, assinalando que há "numerosas diferenças e escassas semelhanças" face às assinaturas feitas presencialmente perante as autoridades.