O Ministério Público (MP) de Paredes deduziu acusação contra nove arguidos num processo de alegada burla em negócio imobiliário, segundo nota divulga esta quarta-feira pela Procuradoria Geral Distrital (PGD) do Porto.

Segundo informação da PGD, publicada na página oficial da Internet, "três dos arguidos engendraram e puseram em marcha um esquema com vista a passarem formalmente para a sua propriedade imóveis pertença de duas idosas".

Para tal, em fevereiro de 2017, terão apresentado em dois cartórios notariais de Paços de Ferreira uma das arguidas, que se fez passar em cada um por uma das idosas em causa, com a identidade abonada por outros dois arguidos.

Nesses cartórios, concluiu a acusação, "a arguida autenticou duas procurações falsas, que apareciam como se tivesssem sido outorgadas pelas idosas, a conferir-lhe a ela, arguida, poderes para comprar e vender quaisquer bens imóveis pelos preços, cláusulas e condições que entendesse".

Com esta arguida formalmente investida na propriedade do terreno, os arguidos colocaram o terreno para venda numa plataforma eletrónica, venda que não conseguiram levar a cabo por ser, entretanto, desmascarado o seu plano", lê-se ainda na informação da Procuradoria Geral Distrital do Porto.

Cinco arguidos vão responder por crimes de associação criminosa, burla qualificada na forma tentada, burla qualificada consumada e falsificação de documento.

Outros dois arguidos são suspeitos de crimes de falsas declarações e os restantes dois de crimes de auxílio material.