Os três fugitivos foram capturados pelas 17:30, num parque de campismo em Medas, Gondomar.Em conferência de imprensa, a Polícia de Segurança Pública revelou pormenores da detenção. 

Os homens tinham com eles 40 mil euros em notas de 500, adianta o diretor de relações públicas da PSP, Alexandre Coimbra. A polícia acredita que se preparavam para sair do país. A PSP diz ainda que os indivíduos não ofereceram resistência e que informações fornecidas por populares foram cruciais para a captura dos fugitivos. 

De acordo com a PSP, esta operação mobilizou "várias dezenas" de agentes, mas os arguidos "não tinham armamento na sua posse".

Os três dos cinco suspeitos de dezenas de roubos a idosos no Grande Porto fugiram de uma cela do Tribunal de Instrução Criminal do Porto (TIC) esta quinta-feira, depois de o juiz de instrução lhes decretar prisão preventiva, e cerca de 24 horas depois foram encontrados.

Após a fuga, a PSP desencadeou uma operação de captura nas ruas do Porto e divulgou as imagens dos três homens junto da comunicação social.

O momento da detenção dos fugitivos (DR)

Fernando e Emanuel Santos, irmãos gémeos, com 35 anos, e o cúmplice, Hugo Saraiva (conhecido como Shevchenko), com 25, já tinham antecedentes criminais.

A detenção do grupo, que é suspeito por pelo menos 30 assaltos violentos, que terão rendido meio milhão de euros em dinheiro e bens, foi anunciada na manhã de quinta-feira.

Os roubos terão começado em fevereiro e indiciámos já este grupo pela prática de pelo menos 30 assaltos, mas admitimos que possam ser mais. E o valor global dos roubos será de uns 500 mil euros, entre dinheiro e bens”, afirmou à agência Lusa o comissário Afonso Sousa, da Divisão de Investigação Criminal da PSP.

Os roubos ocorreram na zona mais oriental do Porto e em concelhos periféricos, como Gondomar, Valongo ou Maia, sendo imputados pela polícia a três pessoas, dois irmãos e um sobrinho destes, com idades entre 25 e 35 anos, que foram detidos em flagrante delito durante uma ação desenvolvida na terça-feira pela Divisão de Investigação Criminal da PSP, em Baguim do Monte, concelho de Gondomar, distrito do Porto.

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Os alvos do grupo eram pessoas com idades entre 65 e 95 anos, segundo a fonte.

Atuavam sempre com grande violência. Às vezes agrediam as vítimas, ao ponto de algumas necessitarem de hospitalização, outras vezes punham sacos na cabeça dos assaltados, outras ainda intimidavam as pessoas com armas de fogo”, disse o comissário.

Inquérito por causa da foto

A PSP vai instaurar um processo de inquérito sobre a divulgação de fotografias da detenção dos três homens que fugiram do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, segundo disse fonte policial.

O diretor nacional da PSP mandou instaurar um processo de inquérito para averiguar a divulgação das fotografias, que será efetuado pela Inspeção Nacional da PSP”, disse à agência Lusa, Alexandre Coimbra, diretor de relações públicas da PSP.

Os três homens foram detidos, pelas 17:30, num parque de campismo em Gondomar, tendo na sua posse 40 mil euros em notas de 500 euros.

A PSP já tinha anunciando a abertura de um outro inquérito para apurar "se houve, ou não, falhas" policiais na fuga dos três detidos.

MAI também abre inquéritos

Também o ministro da Administração Interna determinou a abertura de um inquérito às circunstâncias em que ocorreu a fuga de três homens do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto e sobre a divulgação de fotografias das suas detenções.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou à Inspeção-Geral da Administração Interna a abertura de um inquérito sobre as circunstâncias em que ocorreu a fuga de três arguidos das instalações do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, bem como sobre a divulgação de fotografias da posterior operação de detenção dos mesmos”, disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério da Administração Interna (MAI).

Ordem dos Advogados manifesta "total repulsa"

A Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados manifestou na sexta-feira à noite "total repulsa" pela divulgação das fotografias da detenção de três homens que tinham fugido do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

Contactado pela agência Lusa, o vice-presidente da Comissão, João Barroso Neto, fez uma primeira reação, "sem prejuízo de tomada de posição mais desenvolvida, em breve".

Aquele órgão colegial manifestou "total repulsa por qualquer demonstração e/ou imagem que ponha em causa a dignidade da pessoa humana".

Questionado sobre se a entidade irá desencadear alguma ação sobre o caso, o vice-presidente da Comissão disse que eventuais medidas serão "ponderadas".

/ LCM e MM, com Lusa - Atualizada às 23:50