O Ministério Público (MP) acusou de burla qualificada uma contabilista de Braga que alegadamente convenceu uma mulher a confiar-lhe 143.500 euros com a promessa de que devolveria o dinheiro, acrescido de juros superiores aos praticados pelos bancos.

Segundo o MP, a arguida conseguiu convencer a vítima a entregar-lhe, em junho e julho de 2014, o montante global de 73.500 euros, e em janeiro de 2016 mais 70 mil euros, "argumentando que o dinheiro não estava seguro no banco, atento o contexto de crise, e que deixá-lo em casa não era opção".

Prometeu devolvê-lo no prazo de um ano, acrescido de juros superiores aos que eram praticados pelos bancos.

Ainda segundo a acusação, a arguida apoderou-se daquelas quantias, "como sempre teve intenção de fazer, jamais as devolvendo, ao contrário do que alegara para convencer a vítima a entregar-lhas".

O MP acusa a arguida de dois crimes de burla qualificada e pede que seja condenada a pagar ao Estado o montante de 143.500 euros, por corresponder à vantagem que teve com a prática criminosa.

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