A Ordem dos Enfermeiros reiterou esta terça-feira a necessidade de a vacinação contra a covid ser realizada por enfermeiros em unidades de saúde face à possibilidade de ocorrerem reações alérgicas como as registadas em dois casos no Reino Unido.

As autoridades de Saúde britânicas emitiram esta terça-feira um alerta para que pessoas com um histórico de alergias severas não tomem a vacina da Pfizer contra a covid-19, depois de dois profissionais terem sofrido uma reação anafilática após a toma de vacina.

Segundo a Ordem dos Enfermeiros (OE), esta situação, que é conhecida apenas um dia após o Reino Unido ter iniciado a administração a vacina a idosos e profissionais de saúde, vem reiterar a sua posição sobre a necessidade de esta nova vacina ser administrada apenas por enfermeiros.

Para a OE, qualquer profissional que não seja enfermeiro ou médico deve ser afastado do plano de vacinação contra a covid-19 ou de qualquer outra vacina.

Trata-se de uma vacina nova que, tal como a OE tem vindo a alertar, é geradora de potenciais reações adversas. Os espaços físicos para a administração de vacinas não podem ser, por exemplo, farmácias”, defende a Ordem dos Enfermeiros em comunicado, adiantando que as reações anafiláticas são uma consequência possível de qualquer vacina, e não apenas desta nova vacina em particular, pois qualquer pessoa pode sofrer de alergias não conhecidas.

A solução, defende a OE, é garantir as condições de segurança adequadas no processo de administração e monitorização, e esta é uma competência dos enfermeiros, que são os profissionais habilitados.

Os enfermeiros estão preparados e reúnem as competências para contribuir para o sucesso do plano da vacinação contra a covid em todo o mundo, que começa na mensagem de segurança transmitida aos cidadãos: vacine-se em segurança, vacine-se com um enfermeiro numa unidade de saúde pública, privada ou do setor social”, advoga a OE.

Duas pessoas que foram vacinadas na terça-feira com a vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech desenvolveram uma reação alérgica pelo que os reguladores britânicos recomendam que esta deve ser evitada em pessoas com histórico clínico de alergias graves.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA, na sigla em inglês) emitiu o alerta para todos aqueles que já tiveram reações alérgicas graves a medicamentos, alguns alimentos ou outra vacina no passado.

Os reguladores britânicos da saúde e medicamento pedem também que os centros onde as vacinas estão a ser administradas tenham instalações adequadas para atender aos afetados em caso de algum tipo de reação.

/ DA