Os portugueses estão cada vez melhores no Inglês, mas, ainda assim, continuam longe dos nórdicos. As conclusões são de um estudo da empresa sueca EF Education First, dedicada ao ensino e à educação, realizado anualmente em países "que não têm a língua
como a principal".

Em comunicado enviado à TVI24, a EF Education First sublinha que Portugal ocupa o 19.º lugar do ranking mundial, que envolveu este ano 88 países, onde mais de 1,3 milhões de adultos fizeram o EF Standard English Test (EF SET), um teste padronizado e gratuito para avaliar os níveis de Inglês.

Apesar de Portugal recuperar cerca de dois pontos no ranking, acabou por cair um lugar relativamente ao ano passado, devido à entrada direta da Eslovénia para a 9.ª posição.

Se os países nórdicos lideram a tabela, no sul da Europa, Portugal é quem faz a melhor figura, ficando em 19.º na tabela. Atrás, tem a Grécia, em 23.º, a Espanha, em 34.º, e a França, em 35.º lugar.

Suécia lidera

O EF English Proficiency Index (EF EPI) revela ainda que a Suécia recuperou o primeiro lugar e lidera pela quarta vez nos oito anos em que o estudo foi realizado.

O ranking mundial apresenta um top 10 fortemente marcado pela presença de países europeus: Suécia (1.º), Holanda (2.º), Singapura (3.º), Noruega (4.º), Dinamarca (5.º), África do Sul (6.º) - onde, registe-se, o Inglês até é uma das onze línguas oficiais - , Luxemburgo (7.º), Finlândia (8.º), Eslovénia (9.º) e Alemanha (10.º).

Na posição inversa da tabela, o estudo refere que os países do Médio Oriente ocupam os níveis mais baixos ao nível do conhecimento de Inglês.

Elas, melhores

O estudo revela ainda que, em Portugal, as mulheres têm melhores conhecimentos de Inglês do que os homens,"seguindo a
tendência global".

Quanto a regiões, é na de Lisboa que melhor se fala inglês, enquanto no sul do país regista-se uma competência mais baixa, que chega mesmo ao nível “moderado”.

Segundo a EF Education First, a competência para falar a língua inglesa encontra-se ligada à competitividade económica, ao desenvolvimento social e à inovação. Os países que apresentam um nível de proficiência de Inglês maior tendem a ter valores mais elevados de receitas, de qualidade de vida e de investimentos em pesquisa e desenvolvimento.