Um homem que deveria estar a cumprir prisão domiciliária em Portugal, por suspeitas de liderar uma rede criminosa, foi capturado no principal aeroporto de Madrid, quando se preparava para fugir para o Brasil, e entregue às autoridades nacionais.

A Polícia Judiciária (PJ), que divulgou hoje a informação em comunicado, refere que o homem, de 36 anos de idade e de nacionalidade brasileira, foi agora sujeito, por um juiz de instrução português, à medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

Segundo a PJ, o homem agora capturado integrava um grupo criminoso desmantelado em julho e que foi “responsável por crimes violentos a carrinhas de transporte de valores e outros crimes contra a propriedade no Norte do país”.

Tratava-se de “uma estrutura criminosa de âmbito transnacional, designadamente com o reino de Espanha, com a finalidade da prática de crimes contra a propriedade”, indicou a polícia.

Em julho, ao anunciar a detenção deste homem e de sete alegados cúmplices, a PJ detalhou que os crimes por que estão indiciados eram consumados com recurso a armas de fogo e permitiram que obtivessem “vantagens patrimoniais muito elevadas”.

Segundo a PJ, aquela “estrutura criminosa” estava operacional desde 2016 e tinha âmbito transnacional.

O alegado líder do grupo foi então sujeito à medida de coação de obrigação de permanência na habitação, medida também aplicada aos demais elementos detidos na mesma operação.

Pouco dias após a aplicação da medida de coação, o visado ausentou-se da residência para local incerto, tendo sido entretanto detetado e localizado, na cidade de Madrid, no aeroporto de Barajas, no momento em que embarcava com destino ao Brasil, de onde é natural e nacional” relata a PJ.

A detenção foi consumada em cumprimento de Mandado de Detenção Europeu.

O detido, que a PJ diz já ter condenado em Portugal por crime de natureza patrimonial, está agora indiciado pelos crimes de associação criminosa, tráfico de estupefacientes, roubo e furto de veículos.