Um português a viver há quatro anos em Telavive contou à TVI24 o clima de medo que se vive, por estes dias, em Israel, depois do reacender do conflito com a Palestina há uma semana.

David Rosh Pina, empresário, disse que há uma semana que milhares de rockets caem, durante a noite, sobre zonas metropolitanas de Telavive, com o objetivo claro de matar civis.

O "Iron Dome", sistema de defesa aérea de Israel, tem sido o principal garante da segurança dos israelitas, apontou o português, que viu rockets a serem intercetados junto à sua casa.

O que se está a passar é algo de extraordinário, que não costuma acontecer, mas que vai depender muito de nós e da capacidade da população civil aguentar estes ataques que considero genocidas das populações civis. Estamos a falar de áreas metropolitanas de dois/três milhões de pessoas que são atacadas por rockets e que por um milagre são intercetados pelo Iron Dome, o escudo de defesa de Telavive. Tive mísseis a serem interceptados a 30 metros de minha casa. Não é uma situação que eu deseje a ninguém, estamos a lidar com um adversário que não houve a razão e que não vai parar", descreveu.

Tal como o resto da população, David Rosh Pina tem tentado ter uma vida normal, apesar de notar já "uma corrida aos supermercados" e de saber que "algumas embaixadas estão a retirar os seus cidadãos".

Toda a população tem procurado continuar com a sua vida, a minha empresa está aberta, a economia israelita é muito forte, continuamos a andar em frente, mas, como deve calcular, cerca de 3.000 rockets sobre uma área metropolitana é algo brutal, é algo que afeta psicologicamente. Muitas pessoas não conseguem dormir ou têm de ficar acordadas de noite por causa dos rockets que são enviados sistematicamente sobre áreas civis", apontou.

Sobre os motivos do conflito, o cidadão português considerou que "Israel não é um país perfeito", mas que é "completamente diferente" haver "uma organização terrorista, que vem de fora e que ataca populações civis em áreas metropolitanas com rockets a meio da noite, com o objetivo de matar o maior número possível de pessoas"

Isto não tem equivalência moral", argumentou.

Para já vai continuar em Israel, onde tem a sua vida.

Não sei se vou ter de sair daqui, não sei o dia de amanhã, mas quando vejo os meus concidadãos a resistirem, como resistem todos os dias, a uma ofensiva imoral de uma organização terrorista não me sinto com força para abandoná-los."

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Redação / CM