Por todo o mundo começam a chegar relatos de portugueses, no estrangeiro, que querem regressar ao país e não o conseguem fazer.

Bernardo Gaivão está retido com a namorada nas Honduras, num país em Lei Marcial e diz que recebeu um email da linha criada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros que referia que "o Governo não era uma agência de viagens".

Recebi um email muito agressivo da parte da linha do Covid. A primeira resposta que a linha do Ministério dos Negócios Estrangeiros me deu foi um email a dizer ‘nós não somos uma agência de viagens’. Eu sei que não são uma agência de viagens, se eu precisasse de uma agência de viagens era porque as fronteiras estavam abertas e nesse caso eu não teria um problema", destacou.

Esta é uma frase que Augusto Santos Silva tem usado: o Governo não é uma agência de viagens.

A tutela garante que está a procurar dar apoio aos diferentes casos, mas que nem sempre há condições para o repatriamento.

No Parlamento, o ministro fez as contas ao número de portugueses que precisam de ajuda para regressar a Portugal: são entre 2.000 e 3.000.

Uma estimativa dos casos resolvidos e pendentes é algures entre os 2.000 e 3.000 portugueses, que são viajantes ocasionais ou estudantes, que ainda precisam do nosso apoio para voltar a Portugal. É a minha melhor estimativa", vincou o governante.

/ Carla Rodrigues