A maior parte dos jovens internados nos centros educativos são rapazes e têm entre 15 e 18 anos, totalizando 154 os adolescentes que estavam institucionalizados em 2019 por terem cometido crimes, segundo o último relatório.

As estatísticas de dezembro de 2019 da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) indicam que um total de 154 jovens estavam internados no final do ano passado, mantendo-se o mesmo número do que em dezembro de 2018.

Aquele organismo tutelado pelo Ministério da Justiça destaca que desde setembro de 2018 que o número de jovens internados é inferior à lotação dos centros educativos, sendo a taxa de ocupação em dezembro de 2019 de 93,9%.

Segundo a DGRSP, mais de metade dos adolescentes institucionalizados (58%) estava em regime semiaberto (medida de internamento mínima de seis meses e máxima de dois anos em que frequentam as atividades formativas e socioeducativas no interior dos centros e, se a evolução do seu comportamento o permitir, podem ser autorizados a passar férias em casa).

Do total de 154 jovens, 137 (89%) eram rapazes e 117 (77%) tinha 16, 17 e 18 anos, existindo ainda 27 com 15 anos.

As estatísticas de dezembro de 2019 indicam também que nove por cento dos jovens internados nos centros educativos eram de nacionalidade estrangeira.

De acordo com a DGRSP, a maior parte dos jovens estavam institucionalizadas por terem cometidos essencialmente crimes contra as pessoas e património, nomeadamente ofensas à integridade física, difamação, calúnia e injúria, bem como furtos e roubos.

Os dados referem ainda que 94 (64%) dos jovens foram alvo de processos judiciais oriundos de tribunais da área da Grande Lisboa.

/ HCL