A greve dos guardas prisionais motivou protestos de reclusos nas prisões de Santa Cruz do Bispo e Covilhã, sabe a TVI.

No Estabelecimento Prisional (EP) de Santa Cruz do Bispo os reclusos recusaram-se a jantar, tal como no EP da Covilhã, onde os reclusos também não quiseram abandonar o refeitório para voltar às celas.

Os dois casos surgem depois dos guardas prisionais de Custóias terem sido obrigados a disparar tiros de borracha para o ar, quando os reclusos se recusaram a almoçar e a regressar às celas, e do motim de terça-feira no Estabelecimento Prisional de Lisboa, onde foram incendiados colchões e caixotes do lixo, o que levou os guardas a usar a força para conter os detidos.

Estes protestos acontecem depois de os guardas prisionais terem realizado uma greve de quatro dias, que alterou a rotina dos presos e que deu origem ao cancelamento das visitas.

Os guardas prisionais iniciam na quinta-feira uma nova greve que se prolonga até 18 dezembro, estando previsto que o primeiro período de paralisação se prolongue até dia 13. O Sindicato Corpo dos Guardas Prisionais apresentou hoje um novo pré-aviso de greve para os dias 14 e 18 dezembro.

Questionada sobre o assundo, a ministra da Justiça considerou que “do ponto de vista humano” esta altura não é a ideal para os guardas prisionais cumprirem períodos de greve, dizendo que os mais prejudicados são os reclusos.

Do ponto de vista humano não é o período ideal para encetar este tipo de luta. Estou convencida que os guardas prisionais, até pela carreira que escolheram, têm um elevado grau de humanidade”, afirmou Francisca Van Dunem no parlamento, quando questionada pelos jornalistas sobre o motim de terça-feira no Estabelecimento Prisional de Lisboa.

Antes, Francisca Van Dunem já tinha afirmado que “castigar ou criar dificuldades” a quem está na cadeia “não é a melhor forma de reagir” contra o Governo.