O juiz Rui Rangel, o principal arguido do processo Lex, terá pedido favores a Luís Vaz das Neves, juiz que ocupou o cargo de presidente do Tribunal da Relação de Lisboa para benefício próprio e de terceiros.

A investigação acredita que Rangel tentou mesmo travar o inquérito de que estava a ser alvo, pedindo ao antigo presidente da Relação que falasse com uma juíza do Supremo Tribunal de Justiça. À data, Rui Rangel estava a tentar subir ao Supremo Tribunal de Justiça.

A TVI sabe que a investigação acredita que detetou mensagens trocadas, nessa altura, entre o desembargador e o juiz Luís Vaz das Neves sobre o próprio processo Lex.

Ao amigo e antigo presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Rangel enviou uma mensagem a dar feedback sobre as provas que tinha prestado em que dizia não ter grande esperança, mesmo tendo corrido tudo bem, por causa do que tinham inventado a seu respeito, perguntando também se Vaz das Neves tinha falado com uma juíza conselheira.

Em janeiro de 2018, dias antes das buscas e das detenções do caso Lex, Rangel voltou a insistir para saber se o assunto estava tratado.

Esta não é a única vez que Rangel pede a Vaz das Neves ajuda. Aliás, o juiz que durante dois mandatos foi presidente da Relação de Lisboa, é também arguido no processo.

A investigação, mais uma vez, com base na troca de mensagens e emails diz ter prova de que Vaz das Neves interferiu, a pedido de Rangel, na distribuição do processo de José Veiga.

O empresário, tinha sido condenado, em 2012, a um crime de fraude fiscal e outro de branqueamento.

Após a condenação, José Veiga terá pedido ajuda a Rangel para ganhar o processo no recurso para a Relação.