Há 814 mulheres à espera de dadores para conseguirem engravidar. Em Portugal, as doações de gâmetas no banco público são insuficientes para a procura: em média, uma mulher tem de esperar três anos para engravidar.

Neste momento, o Serviço Nacional de Saúde está a dar resposta a pedidos feitos em 2017. O setor público só aceita candidaturas para tratamentos de procriação medicamente assistida até aos 40 anos e, até este ano, só o Centro Hospitalar do Porto e o Hospital Universitário de Coimbra faziam recolhas de gâmetas - em Lisboa, arrancaram no mês passado.

A maior dificuldade está em recrutar dadores homens: em 2018 e 2019 só houve 21 dádivas de espermatozoides.

Esta demora contrasta com o que se vive no setor privado, onde a idade limite para recorrer ao tratamento é de 50 anos mas os custos variam entre os cinco e os dez mil euros.