Isabel Alçada começa uma nova cruzada. O fim é melhorar a educação em Portugal, ou melhor, a meta é melhorar a educação em Portugal. A partir de quarta-feira, estarão na Internet os objectivos concretos que os alunos devem atingir. «No final do ano faremos um balanço» e, depois, vê-se se a ministra também passa ou reprova.

Quantidade não é o mesmo que qualidade. Os alunos não precisam de mais horas de aulas, o «importante é usarmos muito bem o tempo», diz a ministra em entrevista ao jornal «Público». Para isso, a «ideia é os professores verem qual a medida certa para cada ano» e «quem vai definir as metas a alcançar são as próprias escolas.

Nem por sombra nos passa pela cabeça passagens administrativas». Que a ministra garante que os exames «não» são fáceis, pois «quando propomos estratégias de melhoria nada se diz que é para diminuir a exigência».

O Ministério define os critérios: provas de aferição e exames, reprovações e abandono, mas nada de leis, a ministra «confia muito nos directores» e confia que consegue levá-los a apoiar a sua causa, pelo optimismo que revela ao falar das reuniões que tem programadas com «todos os directores» e que começam esta terça em Braga.

As escolas querem-se com alunos e com professores. A propósito das escolas básicas que vão fechar, Isabel Alçada «compreende que os pais queiram o melhor para os filhos», mas não concorda com as polémicas em relação às distâncias. É preciso ver «não são 30 quilómetros, são 15 para cá e 15 para lá. Na maior parte dos casos a distância é razoável». E também não há mega-agrupamentos. «Não são mega, nenhum é maior do que os que já existiam».

Quanto aos professores, não está posto de parte um concurso extraordinário. «Ainda está de pé. Nas negociações sindicais abrimos essa hipótese, mas temos que analisar se vai ser possível. Ainda não está fechado [com o Ministério das Finanças] e não há compromisso [governamental]. Vamos ver se será realizado.»
Redação / CF