A Avenida da República, uma das principais artérias de Algés, é um dos exemplos onde os carros tiram os lugares às pessoas: os moradores queixam-se que este é um cenário recorrente e que está em causa a segurança de quem lá mora. 

A União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada Dafundo, em resposta à TVI, reconhece ser confrontada com diversas reclamações, e que se trata “de uma artéria problemática, sendo premente uma tomada de medidas urgente”. Esclarece, ainda, que “em 2005, a Câmara Municipal de Oeiras, levou a cabo um estudo relativamente à questão do reordenamento da Avenida da República e zona envolvente, mas até à presente data ainda não se verificou qualquer desenvolvimento.”

Já a Câmara de Oeiras garante estar a “ultimar o lançamento de um procedimento de conceção/construção/exploração para um parque de estacionamento a implementar nos terrenos da antiga EB Sofia de Carvalho, na Avenida da República”, prevendo que esta seja uma “realidade dentro de dois anos”.

Noutro ponto do país, em Aveiras de Cima, Manuel Sousa queixa-se exatamente do mesmo. Numa cadeira de rodas, mesmo com a ajuda da mulher para se deslocar, todos os dias é confrontado com escadas ou falta de acessos em muitos serviços públicos. 

A Câmara de Azambuja, num comunicado enviado à TVI, afirmou estar a realizar um estudo relativo às condições de mobilidade, e que “é intenção (…) já em 2020, e tão cedo quanto possível, iniciar as obras necessárias”.

Em Lisboa, na Rua Sousa Viterbo, também há moradores a andar na estrada por causa de carros estacionados ilegalmente. Catarina Sousa criou a página “Libertem as Marias” para sensibilizar as autoridades para o problema. Com duas filhas, vê-se impedida de andar na rua de forma segura. 

A Junta de Freguesia da Penha de França diz que já houve “uma sessão pública da Câmara de Lisboa e da Junta de Freguesia com os moradores onde foi proposto que se estudasse em alternativa o estacionamento nos dois lados da faixa de rodagem de forma longitudinal”. 

Porém, enquanto as obras não acontecem, os peões continuam impedidos de circular na rua.
 

Alexandra Borges / Márcia Sobral