Em 2012, um incêndio dizimou 25 mil hectares da Serra do Caldeirão, no Algarve, naquele que foi um dos maiores incêndios em Portugal. As chamas deflagraram em pleno pico de calor, quando decorriam trabalhos de montagem de 30 postos de alta tensão da EDP.

Os relatórios da Polícia Judiciária garantem que o fogo teve "mão humana intencional"

O incêndio lavrou descontroladamente durante vários dias, deixando para trás um rasto de destruição. Centenas de pessoas perderam tudo ou quase tudo. Arderam casas, instalações agrícolas e a maior fonte de rendimento daquela zona: a cortiça.

Abandonados à sua sorte e sem nunca terem recebido a visita de um governante, os 205 proprietários constituíram uma associação e avançaram para tribunal.

Sentaram no banco dos réus algumas das maiores empresas do país, entre elas a EDP e a empreiteira da obra, a CME.

Sete anos depois exigem justiça e uma indemnização que pode ascender a vários milhões de euros.