O negócio da hemodiálise é dominado, em Portugal, por duas empresas multinacionais: a Fresenius e a Diaverum. Juntas, segundo um relatório da Entidade Reguladora da Saúde, conseguem uma concentração de 77% do mercado.

O Serviço Nacional de Saúde não tem capacidade de resposta para os 12 mil doentes que existem no país e 90% faz o tratamento em centros de diálise privados.

Em 2018, o Estado gastou mais de 289 milhões em tratamentos e mais de 32 milhões nos transportes. Ou seja, 320 milhões de euros no total.

A insuficiência renal crónica é uma doença terminal e o estado garante o pagamento a 100%. Mas há doentes que fazem centenas de quilómetros por semana para continuarem vivos.

Nos últimos dois anos, quatro clínicas de capital português, desesperaram por uma convenção para abrir as portas. Depois da TVI começar esta reportagem, o documento foi entregue a todas.

São milhões em jogo que ficam na mão de poucos. Quem está neste meio queixa-se de concursos viciados, mas não só, há ainda suspeitas de corrupção.

Perdem os doentes, perde o Estado