A Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta está a ser investigada pelo Ministério Público. A gestão da autarca Maria do Céu Quintas, conhecida no concelho por presidente Zita, levanta suspeitas de abuso de poder, de favorecimento e de má gestão de dinheiros públicos.

Entre outros crimes, é suspeita de assinar contratos a favor de familiares e de ter nomeado o marido de forma ilegal.

Esta autarquia do distrito de Bragança é a oitava menos transparente do país e tem uma dívida 50% superior àquilo que a lei permite, para além de demorar praticamente um ano a pagar faturas a fornecedores.

Maria do Céu Quintas garante que não há dinheiro, nem para arranjar estradas, mas faz ajustes diretos ilegais, um deles a um tio do filho, alugou um carro de luxo em nome da câmara para se deslocar, compra casas de forma indiscriminada em nome do município e promoveu o marido, técnico de informática da câmara, a seu adjunto, de forma ilegal.

As suspeitas de favorecimento, de abuso de poder e de má gestão de dinheiros públicos estão a ser investigadas pelo Ministério Público, mas a Inspeção-Geral das Finanças não responde a queixas feitas pelos munícipes, como não respondeu a um pedido de esclarecimento enviado pela TVI.

Em Freixo de Espada à Cinta, os habitantes dizem-se indignados pelo sentimento de impunidade em relação às ações de gestão de Maria do Céu Quintas, de tal forma que até o vice-presidente apresentou a demissão em novembro do ano passado.

Hoje, a presidente Zita governa em minoria, não consegue aprovar as atas das reuniões de câmara, mas insiste em continuar a impor os seus desígnios à população de um dos concelhos menos populosos do continente.