Ângela conheceu Hugo em outubro de 2017. Na altura, o jovem, com 28 anos estava a terminar os ciclos de quimioterapia de um cancro no cólon. Pela enorme possibilidade de ficar infértil no futuro, já tinha feito criopreservação de sémen, no Hospital de São João, no Porto. O casal decide avançar para o projeto da paternidade e os dois pedem à instituição de saúde que ative um processo de procriação medicamente assistida, no início de 2018.

Ângela relata que os médicos garantiram que os dois tinham de tentar engravidar pelas “vias normais”, e só depois poderiam iniciar os tratamentos. Assim fizeram. Porém, menos de um ano depois, ainda sem terem conseguido engravidar, foram detetadas metastizações nos brônquios, pulmões e cérebro de Hugo, em outubro de 2018. Foi então que o relógio começou a correr rápido de mais.

O hospital ativou os mecanismos de procriação medicamente assistida, porém a primeira consulta só chegou em fevereiro do ano passado, cinco meses depois. A piorar de dia para dia, Hugo morre a 25 de março, com o processo ainda no início. Uma morte precoce que deixa, no entanto, um vasto legado e prova testemunhal de que ter um filho era um sonho para os dois elementos do casal. No terceiro episódio de “Amor sem fim”, revelamos, com recurso a áudios, vídeos e imagens reais a progressão fatídica da doença de Hugo e a forma como, ora o hospital, ora o cancro, foram frustrando as possibilidades de Ângela e Hugo terem um filho em comum.

A minissérie documental da autoria do jornalista Emanuel Monteiro, com coordenação de Alexandra Borges, termina esta quinta-feira à noite, na TVI. 

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